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Horticultura animada, mas buscando reduzir custo da produção


O produtor de frutas e hortaliças no Brasil está de olho na melhoria da qualidade do produto. O objetivo é atender um mercado cada vez mais focado em cardápios saudáveis, exigente em questões como o aspecto visual do produto e uso de práticas sustentáveis no campo.

Mas o segmento quer avançar sem que haja alta excessiva nos custos na produção.

O cenário foi encontrado na 25ª edição da Exposição Técnica de Horticultura, Cultivo Protegido e Culturas Intensivas (Hortitec), a mais importante feira de negócios do setor de HF da América Latina. Grande parte das 420 empresas expositoras em Holambra (SP) apresentou inovações aos produtores de frutas, flores e hortaliças.

"A tecnologia é bem-vinda, desde que aumente a produtividade e dê visibilidade diante do consumidor", disse o agricultor José Umberto Ferian, de Araguari (MG), ao visitar a feira.

A correção do solo ganha força mesmo longe do campo. "Sempre sou questionado por meus clientes, de São Paulo, por exemplo, sobre os procedimentos na minha empresa. Todo mundo quer boas práticas ambientais, além de produtos de qualidade", afirmou.

Ele usa calcário por recomendação de um engenheiro agrônomo. "Análise de solo é uma ferramenta barata e muito interessante. Esse acompanhamento técnico, seguido da aplicação dos corretivos, é fundamental".

Para ele, a capacidade de planejamento das culturas permitirá, por exemplo, o atendimento às comunidades vizinhas da área de produção. "A proximidade geográfica com o consumidor tende a gerar valor. O transporte ainda pesa muito em nosso custo", disse Urian.

Apelo visual

A organização da feira aponta justamente o foco como principal atrativo. Cerca de 30 mil visitantes estiveram presentes, basicamente produtores rurais e profissionais da cadeia de horticultura. Os negócios devem ficar próximos dos R$ 100 milhões.

A presença de grandes empresas do agronegócio foi um dos sinais dessa atratividade. Somente em hortaliças, o Brasil cultiva mais de uma centena de espécies, e pelo menos um terço delas tem maior valor econômico, segundo a Embrapa. São aproximadamente 800 mil hectares e 60 milhões de toneladas produzidas.

O desafio passa por questões culturais. O brasileiro consome metade dos 3 quilos semanais recomendados pela Organização Mundial de Saúde (OMS).

Pesquisa feita em Minas Gerais mostrou que preço não é o vilão. A principal queixa está na aparência. Frutas sujas, amassadas ou estragadas desestimulam o consumo.


Data: 08/08/2018
Fonte: Assessoria de Imprensa - Abracal
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