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Análise, correção e depois adubação: especialistas apontam etapas para solo mais fértil


O agricultor pode obter máxima eficiência na produção de sua fazenda, acompanhando a fertilidade do solo. Para isso, ele necessita adotar com regularidade a análise de suas terras, seguida da calagem. Essa prática levará ao aproveitamento máximo dos fertilizantes, um dos itens que mais pesam no quadro financeiro do agronegócio.

O cenário foi apresentado por reportagens do jornal "Correio do Povo", de Porto Alegre, na edição do último dia 22 de julho. As reportagens reforçam práticas defendidas pela Abracal, como o fato de a análise evitar o desperdício de fertilizantes.

O planejamento correto envolve, após a análise de solo por profissional capacitado, a adoção da calagem, que é a correção da acidez. O uso de calcário é imprescindível nessa etapa, vindo em seguida a prática da adubação.

A correção reduz o consumo do fertilizante. O calcário é um produto nacional e de baixo custo.

"Temos que ter uma racionalidade no uso dos fertilizantes importados, corrigindo antes o solo, o que evita a incorporação desnecessária de adubo que ficará retido, insolúvel e que não será absorvido palas plantas", defende o presidente da Abracal, Oscar Alberto Raabe.

Exame de sangue

O "Correio do Povo" ouviu profissionais de universidades, da Embrapa e Emater (RS). Supervisor do laboratório da Universidade de Passo Fundo, Volnei de Moura Fão avalia que, "sem a correção, não adianta colocar toneladas de adubo porque a planta não consegue extrair".

E comparou: "a análise do solo está para o agrônomo como o exame de sangue está para o médico".

A resistência está, em parte dos casos, nos resultados da adubação sem correção prévia. "A planta pode até dar alguns sinais, mas o que faz a diferença é uma boa análise", disse Edi Verner Jann, que planta soja em Santo Augusto (RS).

"O produtor está sendo desafiado a melhorar o manejo. A análise de solo é a ferramenta básica para poder fazer isso", afirmou Telmo Amado, da Universidade de Santa Maria.

Veja a seguir avaliações que constaram das reportagens.

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Dicas sobre análise, correção e adubação do solo

. Antes de tudo, procure a ajuda de um técnico que orientará, entre outros pontos, a forma correta para a coleta de terra para envio ao laboratório.

. Bancos estão exigindo a análise para liberação de recursos. Porém, mesmo com recursos próprios, o melhor é fazer a análise antes do plantio.

. A recomendação é de análise a cada 2 anos, mas há produtores no RS que optaram por um período menor – ao final de cada safra.

. O material dever ser analisado pelo menos 3 meses antes do plantio.

. A análise ajudará a definir a quantidade de corretivos, como o calcário, e de fertilizantes por área.

. Podem ser necessárias várias amostragens por área. Atente também para a profundidade em que a terra foi retirada, já que pode haver variação nos nutrientes em função da profundidade.

. Não economize na hora de fazer a análise de solo. Ela apontará, por exemplo, a quantidade de adubo necessária, produto que é bem mais caro – por ser importado.

. Com a melhoria genética das sementes, a fertilidade do solo tornou-se mais importante. A produtividade está relacionada, no começo da cadeia, a todo processo de avaliação das condições físicas e químicas da área.

. Considere também o histórico da área, bem como a cultura que será escolhida. Um lote que anteriormente era usado para pastagem apresenta características específicas que devem ser levadas em conta, quando sua finalidade passar a ser o plantio de grãos, por exemplo.

. Uso de tecnologia, como drones, pode ajudar na avaliação correta, e, por tabela, em uma recomendação de nutrientes mais próxima da realidade. Isso significa custos menores.

. Após a análise, o processo de correção da acidez do solo, aplicando, por exemplo, calcário, reduz o gasto na área com fertilizantes.

. Plantações em solos corrigidos tendem a ser mais resistentes aos fenômenos climáticos, como a estiagem. Por outro lado, uma cultura de cobertura evita, entre outros problemas, perdas com erosão e mesmo dos nutrientes do calcário, caso a temporada de chuvas seja intensa.

. Universidades públicas e entidades privadas costumam abrigar laboratórios creditados para análise de solo.

. Na coleta, cuidado com o recipiente – baldes para a mistura e saquinhos plásticos para a embalagem final -, bem como com as ferramentas usadas! De preferência, use sacos fornecidos pelos laboratórios e recolha o material com trados.

. A mistura que gerará uma amostra deve vir da coleta em pontos de áreas homogêneas. Para que sejam homogêneas, considere cor, textura e topografia, bem como adubações e calagens já feitas.

Fontes – Jornal Correio do Povo, citando profissionais das universidades Federais de Passo Fundo e Santa Maria (ambas do RS), da Embrapa Solos e Emater (RS)


Data: 30/07/2018
Fonte: Assessoria de Imprensa - Abracal
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